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Asma alérgica: o que é, sintomas e como se controla

Asma alérgica é a asma disparada por ácaro, mofo, animais ou pólen. Veja sintomas, a ligação com a rinite, sinais de crise grave e o que o SUS oferece.

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Menino segurando no rosto a máscara de inalação
Foto: cottonbro studio, via Pexels
Neste texto (8 partes)
  1. O que é asma alérgica
  2. Sintomas da asma alérgica
  3. Asma e rinite: vias aéreas unidas
  4. Asma é comum no Brasil?
  5. Como o médico faz o diagnóstico
  6. Como a asma alérgica se controla
  7. Crise de asma: quando é emergência
  8. O que o SUS oferece para asma

Asma alérgica é a asma em que as crises são disparadas por alérgenos que a gente respira, como ácaro da poeira, mofo, pelo de animais e pólen. Os brônquios ficam inflamados e se fecham, causando chiado, tosse (pior à noite e de madrugada), aperto no peito e falta de ar. Não tem cura garantida, mas tem controle: com acompanhamento e plano de ação, muita gente leva uma vida normal.

"Bronquite alérgica" é o nome popular que muita gente usa para a asma. Vamos explicar o que é, como ela conversa com a rinite e quando é emergência.

O que é asma alérgica

Na asma, os brônquios (os canos que levam o ar até os pulmões) ficam inflamados e sensíveis. Quando entram em contato com um gatilho, eles se fecham e produzem muco, e o ar passa com dificuldade.

Na asma alérgica, o gatilho principal é um alérgeno. Ela costuma vir junto com outras alergias. As Diretrizes Brasileiras de Imunoterapia da AMB e da ASBAI descrevem a chamada "marcha atópica": rinite alérgica, asma alérgica e dermatite atópica que costumam aparecer juntas desde a infância.

Nem toda asma é alérgica. Há asmas disparadas mais por infecção, exercício, frio ou outros fatores. Saber o tipo ajuda o médico a escolher o tratamento.

Sintomas da asma alérgica

Os sinais mais comuns:

  • chiado no peito (o "gatinho" no peito, como muita gente fala);
  • tosse seca, que piora à noite, de madrugada ou depois de exercício;
  • aperto ou peso no peito;
  • falta de ar;
  • crises que pioram perto de poeira, mofo, animais ou em certas épocas do ano.

Na criança, a família costuma notar tosse que não passa, cansaço ao brincar e chiado nos resfriados. Veja como os sinais aparecem em cada idade em sintomas de asma e asma em criança.

Asma e rinite: vias aéreas unidas

Nariz e pulmões fazem parte do mesmo caminho do ar, e a inflamação alérgica costuma atingir os dois. Segundo as diretrizes da AMB e da ASBAI, de 15% a 38% das pessoas com rinite alérgica também têm asma alérgica.

Por isso, tratar o nariz faz parte de cuidar da asma. Veja rinite alérgica: o que é e sintomas.

Asma é comum no Brasil?

Muito, principalmente entre crianças e adolescentes. No estudo ISAAC no Brasil, feito em 20 cidades, 24,3% das crianças de 6 e 7 anos e 19,0% dos adolescentes de 13 e 14 anos tinham tido chiado no último ano (asma ativa). Num seguimento de 9 anos, a asma ativa entre adolescentes ficou parecida: de 18,5% em 2003 para 17,5% em 2012.

Infográfico rinite e asma no Brasil: no estudo ISAAC, 25,7% das crianças de 6 e 7 anos e 29,6% dos adolescentes de 13 e 14 anos tinham rinite; 24,3% e 19,0% tinham asma ativa; entre adolescentes, a rinite foi de 31,8% para 37,2% de 2003 a 2012 e a asma ativa de 18,5% para 17,5%; de 15% a 38% de quem tem rinite alérgica também tem asma alérgica
Infográfico: Respiratória · Alergias Brasil

Como o médico faz o diagnóstico

O diagnóstico junta a história dos sintomas com exames. Os principais:

  • Espirometria: o "exame do sopro", que mede como o ar sai dos pulmões.
  • Teste de alergia: na pele (prick test) ou no sangue, para descobrir quais alérgenos estão envolvidos. Veja teste de alergia: prick test.

Quem cuida de asma costuma ser o pneumologista, o alergista e, na criança, o pediatra.

Homem usando a bombinha de asma, de perfil
Foto: Cnordic Nordic, via Pexels

Como a asma alérgica se controla

O que as diretrizes descrevem, em linhas gerais, sem nome de remédio nem dose (isso é conversa para o consultório):

  • Remédio que cuida da inflamação: as recomendações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT, 2020), a GINA, a referência mundial em asma, e o Protocolo da Asma do SUS, de 2026, descrevem o tratamento em etapas, sempre com um remédio inalatório com corticoide para controlar a inflamação. Conforme o caso, ele é usado todo dia ou, em adultos e adolescentes com asma leve, só quando aparecem sintomas, num inalador que junta o corticoide a um broncodilatador de efeito rápido. Quem escolhe o esquema e ajusta é o médico.
  • Remédio de alívio, para quando os sintomas apertam, do jeito que o médico orientar. A GINA não recomenda tratar a asma só com a bombinha de alívio, sem nada para a inflamação. Se hoje você usa só a bombinha de alívio, vale levar essa pergunta ao médico.
  • Técnica certa da bombinha: o remédio só funciona se chegar ao pulmão. Peça ao médico ou ao farmacêutico para conferir como você usa. Veja bombinha de asma: tipos e como usar.
  • Plano de ação escrito: um papel que diz o que fazer quando os sintomas pioram e quando procurar ajuda. Vale ter uma cópia na escola ou no trabalho.
  • Cuidar dos gatilhos: fumaça de cigarro, ácaro, mofo. Veja autocuidados para rinite alérgica, que valem também para a asma.
  • Imunoterapia: em quem tem rinite e asma alérgica, pode ser avaliada pelo alergista. Mas atenção: asma grave e mal controlada é contraindicação, segundo as diretrizes da AMB e da ASBAI. Veja vacina para rinite.

Asma controlada quer dizer poucos sintomas, sono tranquilo e vida sem limitação. Se não está assim, vale voltar ao médico.

Silhuetas de pessoas jogando bola na beira do rio ao pôr do sol, em Manaus
Foto: Jean Gc, via Pexels

Crise de asma: quando é emergência

Crise de asma grave é emergência. Ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro se houver:

  • falta de ar que não melhora com o remédio de alívio que o médico já indicou;
  • dificuldade para falar frases inteiras, para andar ou, no bebê, para mamar;
  • lábios ou unhas arroxeados;
  • costelas "afundando" ao respirar, respiração muito rápida;
  • sonolência ou confusão.

Se a falta de ar vier com inchaço nos lábios ou na língua, ou depois de comer algo, de uma picada ou de um remédio, pode ser anafilaxia: 192.

O que costuma ter no plano de ação e o que fazer depois da crise: veja crise de asma.

O que o SUS oferece para asma

Na comunidade do Alergias Brasil, a gente troca experiência sobre crise à noite, bombinha na escola e como conseguir o remédio pelo SUS.

Quer saber o passo a passo para pegar o remédio? Veja remédio de asma de graça. E, para atestado ou laudo, os códigos estão em CID da asma e da rinite.

Perguntas frequentes

Asma alérgica tem cura?

Não existe cura garantida, mas existe controle. Com tratamento de manutenção, plano de ação e cuidado com os gatilhos, muita gente vive sem limitação. O acompanhamento é com o médico. Veja o que é asma controlada em asma tem cura?.

Bronquite alérgica é a mesma coisa que asma?

"Bronquite alérgica" é o nome popular que muita gente usa para a asma, principalmente em criança. Vale perguntar ao médico qual é o diagnóstico exato.

Asma alérgica é grave?

A asma pode ter crises graves, por isso o controle importa. Falta de ar que não melhora, dificuldade para falar ou lábios arroxeados são sinais de emergência: ligue 192.

Asma alérgica é contagiosa?

Não. Asma não passa de uma pessoa para outra. O que pode acontecer é um resfriado, que é contagioso, disparar uma crise em quem tem asma.

Remédio de asma tem de graça?

Sim. O Farmácia Popular oferece remédios para asma de graça com receita, CPF e documento com foto, e o SUS tem um protocolo, atualizado em 2026, que organiza o tratamento.

Este texto é informação e troca de experiência; não substitui o pediatra, o alergista ou o nutricionista. Em caso de reação grave — falta de ar, inchaço no rosto ou nos lábios, vômitos repetidos, moleza — ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro.